segunda-feira, 14 de abril de 2008

Sonâmbulo

Quando durmo e sonho, faço coisas impossíveis.
Acordado, penso além dos sonhos, mas não consigo realizar.

CHOREI NA RAMPA

Sonhei ser Presidente
E acabar com a CPI
Todo mundo se vestia de anjo
Pra mostrar que o céu é aqui.

Refrão

Chorei na rampa
Ah! Eu chorei
Quando tentei subir
Escorreguei.

No avião imaginário
Queria voar de leste-oeste, norte a sul
E lá de cima contemplar Brasília
Com seu imenso lago azul.

A Granja do Torto
Eu queria endireitar
Oferecendo banquete a todo mundo
No almoço e no jantar

Caminhando entre o povo
Todos gritavam: olha o Rei
Tem assistência pra todo mundo
Projeto meu, agora é lei.

Fome zero não deu certo
Mas agora eu corrijo
No lugar da cesta básica
Tem cartão corporativo.

“REFRÃO”
Chorei na rampa
Ah! eu chorei
Quando tentei subir
Escorreguei

Hoje, ao acordar com a boca amarga e de ressaca, lembrei-me de ter tomado cinco caipirinhas de vodca. Foi aí que descobrí o motivo de ter escorregado na rampa do palácio quando subia para o cerimonial da posse. Poooo... companheiro. Por isso, quando sonhar, vou beber um pouco mais.

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